Sem pensar, apenas deixar que meus pés me levem adiante na busca incessante do tempo. Passado? Presente? Futuro? Sei lá. Apenas a busca do tempo para fazer, repensar, refazer numa constância de passos ora leves, ora pesados; ora lentos,ora rápidos, na certeza de chegar..a algum lugar onde a harmônia e a felicidade seja possível!
domingo, 27 de dezembro de 2015
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
HOMENS X HISTÓRIA
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
FRACASSO E SUCESSO
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Mensagem de Natal
Neste crepúsculo de mais um tempos
O que fizemos, fizemos,
O que não se fez, ainda dá tempo
Aproveitemos pois, o tempo que virá
para realizar tudo o que ficou para trás
sem a oportunidade de ser feito;
para nos refazermos de coragem e boa vontade
para reiniciar a caminhada de realizações,
de fé e de amor e aos nossos semelhantes.
E que tenhamos todos um FELIZ NATAL
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
UM IRMÃO ALÉM DO ALÉM
Numa dessas gavetas internas guardei você. Hoje ressuscito-lhe ao meu bel prazer.
Penso-lhe alto, moreno, cabeleira preta e cheia, olhos grandes e vivos. Vaidoso, cônscio da beleza masculina que possuía. Sempre vestido de branco. Calças no estilo sanfona, como era o costume da época. Cabelos à base de vaselina ( o gel de hoje), alegre e sempre com um sorriso nos lábios, senhor de um bom humor e de brincadeiras intermináveis. Grande dançarino e " um puto " mulherengo, todas sempre às voltas dele. Trabalhador e enrolão, numa mistura de baiano e carioca. Afetivo e sonhador.
Para quem ele gostava, muitos sonhos tinha. Parece-me que era eu uma das pessoas que ele mais amava, pelo carinho que para comigo tinha e com o qual sempre me observava ( e foi minha primeira e única babá).
Não era dado a igrejas, mas alguns fenômenos espirituais com ele acontecia.
A ele devo muito espiritualmente. Tinha um grande senso de liberdade e quando as prisões emocionais ocorriam, principalmente no plano materno, simplesmente fugia, levando sobre o corpo toda a roupa que podia, vestindo-as umas sobre as outras.
Acostumado a pernoitar fora, só depois de três ou quatro dias de ausência é que se notava a fuga.
Graças a elas metade do país conheceu.
Em uma dessas viagens, não mais voltou. Deixou no vazio a satisfação de tê-lo guardado na lembrança, a alegria da presença bem humorada, que mesmo nas situações dificeis uma tirada satírica de humor fazia, relevando o drama a uma simples piada.
Partiu simplesmente e nunca mais aqui voltou...
Foi um grande amigo,um camarada, um irmão!
sábado, 26 de setembro de 2009
(IN)DESCULPA(VEL)
sábado, 25 de julho de 2009
O HOMEM QUE CONTAVA CAIBROS
quinta-feira, 28 de maio de 2009
BUSCA

Quer encontrar o quê de seu para não mais estar sozinho.
Na sua busca ilusionista se torna; ora está ao longe e sua vista não mais nada alcança;
ora está tão perto que se esbarra em si mesmo;
E nenhum dos dois o esclarece.
E o homem continua por séculos perscrutando seu caminho tentando fazer história da sua própria história.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
A Viagem
segunda-feira, 13 de abril de 2009
UTOPIA
Basta um simples movimento de olhos que se fecha para me transportar no tempo e me encontro em uma estrada qualquer deste torrão. Um carro branco como a neve e ao lado, um amigo que fala sem parar, com leve sotaque ítalo-brasileiro. Novamente viajo para terras longínquas, de onde veio para a mim se fazer presente.
Divina é a nossa capacidade de ir e vir, do passado ao presente, inusitadamente sonhando o futuro, desejando ver com os olhos do corpo alguém que guardamos carinhosamente nos olhos da lembrança ( lembrança tem olhos?!) As lembranças são como video-type que nos traz de volta seres amados que partiram como aves de arribaçã, que sempre voltam ao ponto de partida, em busca do alimento que os mantém no eterno vai-e-vem para a saciedade da fome.
Estamos sempre em busca de amigos que nos complete e estes tem o poder de nos enriquecer, nos engrandecendo com suas presenças . Pena é que, amigos verdadeiros partem, enquanto os que ficam nem sempre amigos são. Talvez para nos enriquecer de alguma outra forma, caso contrário, não cruzariam nosso caminho. Os que partem, partem para que percebamos o quanto são necessários à nossa existência. Assim é que ao partir, ficam conosco para sempre e o mais bonito é que sempre os teremos conosco, porque não é mais a presença física que temos ( o que é o corpo senão nossa prisão? ), mas uma forma etérea que permanece viva em nosso coração.
E o amigo se eterniza dentro de nós!
Um dia Jesus disse:" Eis que estarei contigo todos os dias". Um amigo nunca parte. Ele é nosso amigo! E ele está sempre conosco. Basta fechar os olhos: seu sorriso aparece, ouve-se-lhe a gargalhada, o seu pranto. Sente-se-lhe o calor de suas mãos, o aconchego do coração. Nos sentimos alegres e tristes, porque a distancia existe a nos impedir o abraço... Mas a certeza há de que com o amigo fomos felizes em algum lugar do mundo e que este lugar é diferente porque nele o amigo deixou a sua marca; então toda a nossa casa se ilumina com nova luz, como se raios de um novo sol surgisse só para nós.
Minha casa mudou como se o calor amoroso da amizade a tivesse revestido com novas tonalidades, caleidoscópio sonoro que mostra as mil faces do amor, misto de universalidade e particularidades que só quem tem amigos conhece. Casa não é paredes. Casa somos nós que abrigamos muitos no coração.
Amigo é aquele que tem capacidade de acolher quem de afeto necessita, que mesmo vivendo só tem uma multidão de gente povoando o pequeno músculo que pulsa no peito, passeando indolentemente no pais das lembranças. Para o amigo nunca é perda de tempo ir ao encontro do outro, chorar de alegria, descobrir um mundo inteiro à construir e ousar viver utopias ...
Coincidentemente no rádio toca neste momente:
" Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito..."
Amigo, abro os olhos e o silêncio me leva à oração e que Deus permita este " qualquer dia amigo,a gente vai se encontrar".
Viva uma páscoa feliz!
segunda-feira, 16 de março de 2009
100 PALAVRAS
Quantas emoções, quantos olhares que nascem e duram apenas um segundo, deixando no exterior a sensação feliz de que a vida está valendo a pena...
Não, não se precisa de palavras para que o sentimento aflore, ademais, quantas palavras manifestam o vazio do coração! Enchemos por vêzes nosso mundo de frases feitas, orações completas que são facas de dois gumes, que se não ferem no momento que são pronunciadas, ferirão mais tarde...
Melhor deixá-las abandonadas, permitindo que, apenas o corpo fale.
Nossos órgãos de sentidos se encarregaram de manifestar tudo o que sentimo. Nossa visão torna-se aguçada, emitindo uma linguagem que ora se faz convite, ora se faz repreensão...
Nosso tato provoca sensações gerando reboliço, impulsionando forças de um vulcão. Nosso paladar se refaz num senso gustativo apurado para o novo alimento com sabor de mar, sabor ocre, sabor de paixão.
A audição ouve sons ininteligíveis, mas cheio de compreensão. Entendemos o silêncio como forma de canção.
Nossas narinas se dilatam para apreciar o cheiro do macho e da fêmea que se atraem num rico jardim de odores que transformam dois mundos em um só chão.
Dois corpos que se atraem e se transformam em apenas um. Duas metades que se encaixam. É o côncavo e o convexo numa perfeita união de impares contida na evolução do universo que, em harmônia e equilíbrio perfeito, se unem para completar a criação.
É a linguagem maior do amor; sem palavras, sem sonhos, sem futuro, porque o futuro é este instante. É o presente acontecendo entre nossas mãos...
...e é para viver o hoje que nascemos e estamos aqui!!!
sábado, 28 de fevereiro de 2009
ESTRANHEZA

Coisa estranha é a vida que nos foi dada p'ra viver.
É tão simples e tão misteriosa...
Tentamos, contudo, porque somos teimosos. Ora compreendemos, ora aceitamos, ora nos acomodamos.
Somos (i)mortais, ainda ignorantes caminhando por terras desconhecidas em busca de um saber que nos leve de volta rumos ao infinito de onde viemos.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
COMO ALMA GÊMEA

domingo, 8 de fevereiro de 2009
NECESSIDADES
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
ENROLADOS NOS PAPEIS
Há porém outros papéis bem mais complexos e difíceis de se lidar. São os papéis que vamos aos poucos desempenhando pela vida afora.
Há o papel criança:
* bem amada, super protegida, zelada e mimada ( tanto que não dá para ser útil, tal o zelo!).
* abandonada, amassada, jogada aos cantos e esquinas da vida, como se um brinquedo velho fosse...
*adolescente: buscando seu caminho teima em ser acreditado em sua utilidade; alguns acreditam que servem para embrulhar alguma coisa, outros os pensam inúteis e os deixam de lado - esquecidos até perderem o prazo de validade e cairem no esquecimento de sí mesmo.
Há o papel de mil e uma utilidade:
Embrulham tudo, assumem qualquer presente: coisas velhas e sem serventia, sapatos, roupas e jóias; finos móveis , carros e casas.... Fazem o super papel ( heróis?) ! Outros se saem mal não conseguem embrulhar nada: nele tudo se escreve e tudo se apaga. É riscado, amassado, rasurado. Pensamentos são anulados, suprimidos os ideais: são rotos e desvalorizados.
Há também os papeis títulos:
Hierarquizados, arrumados de cima pra baixo, socialmente valorizados, mas espezinhados na essência pela sede de poder e de estar entre os melhores papeis: são do tipo papel couchet.
Aí, chega o dia em que, preocupado, cônscio de desempenhar bem o papel que lhe cabe, percebe abismado que, como ser de nada vale: os papéis tomaram-lhe o lugar, o espaço, a personalidade.
Eu o vejo, toco, sinto sua infinitude - mas prova-me, por favor, que existes. Apresenta-me o papel do teu nascimento. Tens companheira? Nas noites de frio ela te aquece com o calor do corpo? Te dá afeto e carinho? E teu deslevo por ela é imenso? Cadê o papel do casamento? Sem ele teu amor não existe, nem consta nos livros sociais...
Teus filhos são bonitos e preenchem o vazio de teu coração suavizando-te os sofrimentos? É por eles que labutas noites e dias, enfrentas o frio e o calor das horas de trabalho? Existe o labor diário para alimentá-los e mantê-los saudáveis mas... já passaste pelo cartório para provar que existem mesmo?
Ah, agora é tua mãe que morreu. Lágrimas quentes e incontroláveis rolam-te pelo rosto. A dor dilacera teu coração. Nunca mais ouvirás o som da voz cansada pelos sofrimentos da vida, nunca mais os passos miúdos rondando pela casa em busca do quê fazer, nunca mais o afago nos cabelos e a palavra amiga a te confortar. O corpo está frio num caixão qualquer. Perdeste o pedaço mais importante de ti mesmo: a origem de de tudo o que és. Para livrá-la da decomposição visível e desprezada pelos sentidos humanos necessitas do papel-óbito, provando assim, indubitavelmente a sua morte.
E assim a existência da obra preciosa do Criador é transformada em um simples papel que depois de amassado, rasgado, triturado, torna-se uma massa molhada por lágrimas do oceano insecável dos teus olhos, que se vêem transformados em papel marchet, que se molda de acordo com os ditâmes da sociedade que tu mesmo fizeste.
Até aí, tudo bem, afinal estamos todos mesmo enrolados nos papéis escolhidos por nós mesmos!
E é neste contexto de embrulhados e embrulhantes que um dia, cansados de tanto ansiar por desempenhar um papel que represente a imagem do que somos realmente nos decidimos pelo papel reciclado buscando uma nova chance de fazer diferente, com nova cor, um outro destino.
Até aí não mais tudo bem... mas agora está tudo bem!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
HERANÇA

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
PASSAREDOS
Todos temos o sonho de afirmar-nos como seres humanos e nesta ânsia se nota que em todos parece, que a única porta que se abre, ou que se consegue enxergar é o partir, ir em busca de .... Somos como pássaros que desejam aprender a voar, arriscando o "ir longe". E longe há o desconhecido que seduz, que atrai, que mete medo. Mesmo assim queremos arriscar.
E quando se sai do ninho tudo fica distante e tudo se torna assustador. Sentimo-nos perdidos num estado de 'um não sei quê' que deixa o peito amargurado e apenas a amplidão dos céus nos poderá conduzir ao infinito dos sonhos.
Ah! Os sonhos!
Todos têm sua origem no âmago onde a sede de afirmação surge, perfazendo a dualidade quimera-realização, num êxtase consciente, onde a responsabilidade, mesmo sem a métrica poética deve rimar com compromisso. E são esses dois pontos que atormentam os dias, as noites; contudo, é salutar, pois revelam o compromisso com a própria vida e tornam-nos dignos de sermos chamados filhos da vida-Deus!
E é o compromisso e a responsabilidade que nos impede de jogar com sentimentos e com a vida.
Comprometer-se dessa forma é assumir as consequências do vôo, do querer, do partir. Como e o quê se fará para levar o compromisso à frente, é a vida quem dirá; revelando-se aos poucos, com tudo o que se criou ao redor e com tudo o que somos: pensamentos, ações,emoções. Uma revelação que se irá aos poucos se fazendo notar em nosso coração, se nele houver se instalado o dom do discernimento e uma boa dose de maturidade para ler os sinais dos tempos ( pode-se ler sinais da vida).
Aí então, o pássaro que há em mim e em você voará tão alto que vista alguma o alcançará; tão rápido que ultrapassará a barreira do som; tão iluminado que ofuscará a visão.
...E estará tão só que refletirá todos os rostos que pela vida se lhe foram refletidos.
E a revelação maior do vôo será que, um pássaro só voa alto quando tem em seu interior a força de outros tantos pássaros!

