




Gazeta da Bahia
Sem pensar, apenas deixar que meus pés me levem adiante na busca incessante do tempo. Passado? Presente? Futuro? Sei lá. Apenas a busca do tempo para fazer, repensar, refazer numa constância de passos ora leves, ora pesados; ora lentos,ora rápidos, na certeza de chegar..a algum lugar onde a harmônia e a felicidade seja possível!
A força de vontade deve prevalecer acima de tudo, porque não é fácil ficar sem atividades. Experimente fazer uso da prática de meditação. Apesar dos benefícios poucos são os que os conseguem, até por que, para praticar a ociosidade criativa, também se faz necessário à prática do silêncio (tanto o interno como o externo) e o nosso mundo está cada vez mais barulhento e a nossa sociedade estimula cada vez mais o não parar; contudo é preciso experimentar ir além, buscar mais tempo principalmente para si mesmo.
E com anda a alma da vida?
Ela está desanimada, alquebrada, perdeu completamente o rumo, está sem sentido, triste pelos cantos da casa, porém deveria estar em constante animação, com muito mais coragem- afinal ela já passou por tantas – suficiente para dar vigor e energia ao próprio corpo sintonizando-o com o universo. Mas esse não deve ser o motivo da vida que desejamos ter.
Mas o que podemos fazer então?
É preciso levantar e andar. Levantar para o mais alto de nós e enxergar os efeitos deste ato no espírito cansado; mirar ao longe vislumbrando o horizonte que aponta caminhos e neste ponto estar consciente de que se segue à frente em busca de um futuro melhor e mais evolutivo; para o alto na preparação do corpo e da mente do ser que habita o aqui e agora e está no processo em que treina ser feliz.
E é com esta perspectiva que se dá a criação. Criar é expandir a si mesmo, é colocar a alma em ação para que ela possa ouvir o eco das montanhas no farfalhar das plumas das aves e no piar do vôo dos pássaros na amplidão do céu.