
Infelizmente, na terra onde outrora havia a liberdade de ir e vir, chega também o regime abominável, trazido pela ambição e pela preguiça física de batalhar pelo desenvolvimento sadio e cristão e pela mente diabólica que maquinava crescimento econômico em detrimento de seres que, além de serem obrigados a sequestrados seu país, sua tribo, sua família, eram submetidfos a toda ordem de injustiça, desde a social à religiosa, passando pelo abandono de sua cultura nativa, o que fazia com que sua própria condiçao humana fosse relegada a de animal, sem vontades, sem alma, um zero à esquerda, apenas.
E buliram na condição de escravos, mas se esqueceram de que necessitavam também de condições sociais e materiais para transforma-los novamente no que eram: senhores de sua vontade e de sua vida.Esqueceram de que tiraram de sí a razão de viver: o trabalho e os deixaram ao Deus dará... como se deixa um brinquedo velho, no canto de um quarto qualquer.
Hoje temos uma nação típicamente afro-brasileira que tenta encontrar seu lugar na sociedade. Mas que sociedade é essa que lhe reserva como morada os morros, as favelas, o submundo?
Que sociedade é essa que só lhe reserva poucos ( ou nenhum) bancos de escola e como educação, as ruas que lhes dá lições de vida'quase sempre' nefastas, que o conduz à marginalização maior?
Que sociedade é essa que o denegride e ataca em vez de dotá-lo do que lhes tiraram: a terra e a soberania de um povo.
O mínimo que se poderia fazer resgatando-lhes a História e entregar 'os louros' a quem o merece.
Em vez de laurear princesas izabéis da vida, deve-se lembrar de que o mérito nacional na luta pela abolição se deve ao verdadeiro senhor, gerador da riqueza no Ciclo do café, da Cana-de -açucar e no Ciclo do Ouro: o negro!
Ele deve ser resgatado nas suas raízes, na sua cultura e na sua profunda fé pela vida, pois foi ela ( a fé ) quem o sustentou até nossos dias e por muito ainda o sustentará.
O negro deve ser libertado de sua condição de oprimido secular para voltar a ser livre do preconceito que lhe caiu sobre os ombros como um madeiro crucial oferecido pelo branco que, esquecido da irmandade pregada por Cristo, também o crucificou naqueles que trocaram sua vida pela sonhada liberdade.